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| Fotografia de Fernanda Prestes http://fprestes.blogspot.com.br/ |
Há buracos no passado, mas isso
não me incomoda. Em cada um deles, vive um vivo-morto. Às vezes morre por conta
própria ou por conta do destino. Noutras sou eu quem mata. Às vezes me dói na
alma ter que matar, mas vou até o fim pra fazer o que precisa ser feito. É
melhor assim, sei disso. E não me engano com qualquer sentimentalismo barato
que brote de mim. Sou dura, sei disto também. E essa casca grossa não pode ser
triturada facilmente. Tudo que eu quero é música boa e boa companhia. Não gosto
de mortos-vivos. Se for assim, prefiro dançar sozinha. Vivos-mortos e mortos-vivos:
descansem em paz e bem longe de mim!


