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| Fotografia de Fernanda Prestes http://fprestes.blogspot.com.br/ |
Há buracos no passado, mas isso
não me incomoda. Em cada um deles, vive um vivo-morto. Às vezes morre por conta
própria ou por conta do destino. Noutras sou eu quem mata. Às vezes me dói na
alma ter que matar, mas vou até o fim pra fazer o que precisa ser feito. É
melhor assim, sei disso. E não me engano com qualquer sentimentalismo barato
que brote de mim. Sou dura, sei disto também. E essa casca grossa não pode ser
triturada facilmente. Tudo que eu quero é música boa e boa companhia. Não gosto
de mortos-vivos. Se for assim, prefiro dançar sozinha. Vivos-mortos e mortos-vivos:
descansem em paz e bem longe de mim!

Demorei um certo tempo para digerir, ou talvez, entender o significado de suas palavras em mim. Entendi, então que "mortos-vivos" ou "vivos-mortos" nunca conseguirão ter a intensidade que busco na minha vida. Por isso são quase mortos, ou quase vivos, tanto faz. Mas, meia vida, para quem quer tudo inteiro, já não satisfaz. Posso ter viajado, mas esse é o impacto que causou em mim.
ResponderExcluirOi Emma! desculpe só dizer agora..mas não há problema algum em usar minha foto com créditos..mto obrigada por avisar e claro, por não esquecer do link ;)
ResponderExcluirFernanda, achei a foto perfeita para ilustrar o que eu escrevi. Obrigada!
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