sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Teoria do Caos



Fotografia: Emma Tommas


Quanto estou lendo, costumo anotar passagens interessantes, que me tocaram de alguma forma. Gosto de reler estes trechos e perderia muito tempo para encontrá-los. Este que deixo aqui, por exemplo, me faz rir sempre.


"SEI NÃO
Quando a Teoria do Caos ficou pop, com vários livros de divulgação científica falando do assunto, era comum resumi-la dizendo que o bater de asas de uma borboleta na China pode provocar um furacão no Caribe. Há quem se pergunte, nesse caso, que dano causaria o bater de asas de um urubu. O fim do mundo? Não sei quanto o elástico que une causa e consequência pode ser esticado antes de romper-se. Imagino que a toda hora borboletas batam asas na China..."

GESSINGER, Humberto.Pra ser sincero:123 variações sobre um mesmo tema.Caxias do Sul: Belas-Letras,2009. p.235

2 comentários:

  1. Nenhum dano pode ser pior do que nossas próprias escolhas, causando turbulências em nossas vidas, muitas vezes sem reparos.

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    1. Esse comentário me fez pensar em quanto podemos ser duros a nosso próprio respeito. A todo momento precisamos fazer escolhas. Sendo assim, penso que pensar nos danos irreparáveis de algumas escolhas possa nos paralisar. Não escolher, também é uma escolha. Aprendi a pegar mais leve comigo. Ser mais condescendente não quer dizer ser irresponsável, mas é entender que somos todos seres humanos imperfeitos e que por isso mesmo, todo mundo faz cagada uma hora ou outra. Aprendi que fazemos nossas escolhas do jeito que dá, no momento. Pegar mais leve consigo modifica a relação com o outro também, e a gente passa a entender que o outro é tão imperfeito quanto nós. Sei lá, acaba dando uma leveza, acaba tirando um pouco o peso de tudo. E o "muitas vezes sem reparos" também é muito pesado! Acho que o que pode diferir é a maneira de encarar as coisas. Tem aquele ditado que diz que "se não tem remédio, remediado está". Bola pra frente! Acho que acabei viajando...

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